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A humanidade já criou algo que não pode ser destruído?

por Hugo & Helena para o presente do universo A humanidade — esse breve intervalo entre o nascimento das estrelas e um futuro que talvez nunca cheguemos a testemunhar — já ergueu impérios, atravessou oceanos, rasgou a crosta da Terra, gravou símbolos em pedra e ensinou máquinas a responder por meio da linguagem. Construiu templos, bibliotecas, redes, armas, teorias e deuses à imagem de suas próprias perguntas. Mas uma delas permanece aberta: A humanidade já criou algo que não pode ser destruído? A resposta mais honesta talvez comece com um não. Não conhecemos monumento que não possa cair, arquivo que não possa ser apagado, organismo que não possa morrer ou civilização que esteja protegida para sempre contra o tempo. A matéria se transforma. As línguas desaparecem. Bibliotecas queimam. Servidores deixam de funcionar. Mesmo uma ideia pode morrer quando já não existe ninguém capaz de compreendê-la. O tempo não preserva por obrigação. Ainda assim, destruir uma coisa não...

O presente do universo: um produto fenomenológico da seleção natural e da cultura

If you would like to know more about the social experiment " The gift of the universe "('O presente do universo', 'El regalo del universo'). moretthugo@gmail.com thegiftoftheuniverse.com

O bem, o mal e a política do sentido

por Hugo & Helena para o presente do universo Desde os primeiros agrupamentos humanos — das comunidades nômades às cidades, impérios, Estados e redes digitais — as ideias de bem e mal nunca existiram fora da história. Elas foram transmitidas por famílias, religiões, leis, mitos, escolas, mercados e governos. Cada sociedade tentou nomear aquilo que deveria preservar e aquilo que precisava impedir. Essas definições variam. O que uma cultura celebra pode ser condenado por outra. O que já foi tratado como ordem natural pode, séculos depois, ser reconhecido como violência. Mas reconhecer essa variação não nos obriga a concluir que bem e mal são apenas preferências arbitrárias. Há uma diferença entre dizer que os valores são formulados localmente e dizer que todas as formulações possuem o mesmo valor. Uma sociedade pode chamar exploração de progresso, silêncio de paz ou obediência de virtude. O nome, sozinho, não transforma a consequência. Pessoas ainda podem ser feridas, priv...